segunda-feira, 9 de julho de 2012

GE – parte 2 gravidos!

Relatos de uma GE – parte 2 gravidos!

Sim, grávidos! Na ocasião meus pais estavam de sobreaviso.
Embora termos combinado que contaríamos após o primeiro trimestre de gestação (onde diminui consideravelmente a chance de dar algo errado), o Adri acabou dando indícios para minha mãe de tal fato, antes mesmo de fazermos exames.
Explicando melhor: um dia antes da consulta, que contei anteriormente, o Adri almoçou com meus pais, na ocasião eu estava estagiando. Durante as conversas ele comentou para minha mãe que iríamos a medica e que eu estava uma pit bull, pois não dava nem para ele encostar em mim, além de eu, supostamente, estar com uma tpm dobrada devido ao atraso de dois dias. Mamãe que não é tonga nem um pouco, sacou tudo. Inclusive, posteriomente, nos relatou que teve exatamente esses sintomas quando engravidou de mim. Impossível ter esperado três meses. Ela já sabia antes mesmo de nós.
Com a confirmação, e fato consumado, a noticia foi dada aos familiares. Primeiramente meus pais (a ocasião faz o ladrão), meu irmão, Pai do Adri, Irmão do Adri, Irmã do Adri e finalmente a mãe dele. Cada um como uma reação diferente, emocionante. Para meus pais, primeiro neto. Para meu irmão, primeiro sobrinho. Para os familiares do Adri, o terceiro de uma nova geração.
Os dias seguintes incluíram, adaptação da noticia, e procura de conhecimento, em que mês estávamos, na verdade em que semana, porque os nenéns não nascem com nove meses e sim de 40 semanas. Como eram feitos os cálculos, como estaria o bebe, zigoto, embrião... o fato era: tinha um neném na minha barriguinha. Quatro semanas e três dias, concluímos. O calculo é feito a partir do primeiro dia da ultima menstruação, ou seja dia 23 de maio de 2012.
Ligamos para a medica e comuniquei que já estava grávida. Ela nos parabenizou e pediu para que voltássemos ao consultório pegar pedidos para novos exames, a conotação havia mudado. Os exames eram outros. Assim fizemos, pegamos novas solicitações.
Os dias começaram a demorar a passar, eu havia entrado em férias, e fiquei muito feliz com a coincidência. Porem eu estava insegura. Optamos por não contar nada a ninguém alem dos que já sabiam.
Coca cola foi cortada das refeições, outras frutas e verduras incluídas, limonada a vontade e comprimidinho de acido fólico para completar. Bebidas alcoólicas riscadas definitivamente, e companheirismo do marido firmado ainda mais. Ele falou que não iria beber ate que eu pudesse. Companheiro é companheiro...
No inicio da semana, o neném ganhou o primeiro presente: um parzinho de sapatinho de tricot vermelho, feito pela minha mãe. Simplesmente sensível e lindo. Era o que o neném precisava: muito amor dos avos.
Acabei comprando um parzinho de meia branca, e também um conjunto de recém nascido após sonhar que o neném passava frio. Sonhos estranhos entraram no repertorio noturno. O marido nos deu orquídeas, um presente infinitamente romântico.
Comecei a ter sintomas típicos, dores mais intensas nos seios, e enjôos matutinos, sentia-me ligeiramente grávida. Ao Adri, a ficha ainda encontrava-se no vácuo, não havia caído completamente, mas ele já estava extremamente babão, e loucamente apaixonado.
Estávamos felizes e radiantes, porem eu sentia muita insegurança com a divulgação dos fatos. Pois é, tinha motivos e nem sabia.
O primeiro pesadelo veio, mas não estávamos dormindo.

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