quarta-feira, 11 de julho de 2012

GE – parte 11: montanha russa e o número 2.

Relatos de uma GE – parte 11: montanha russa e o número 2.

A visita teimosa e inesperada trouxe, surpreendentemente, as primeiras risadas e dores geradas por elas.
Rimos juntos, histórias fora do mundo hospitalar e pós operatório. Claro que a conversa passa por todos os processos básicos, afinal eles queriam saber o que houve e tinham direito a isso. O segundo momento da conversa, fez transformar uma “visita de medico” a uma visita de pessoas que nos amam e que amamos. Foi inevitável não rir. Assim como foram inevitáveis às dores de uma risada e de várias.
Pessoas que passaram por cirurgias abdominais sabem do que estou falando. O corte do tamanho de uma cesariana parece triplicar de tamanho quando se fala em dor. Dói muito mesmo, especialmente internamente, respirar fundo, tossir e rir gera um desconforto tremendo. Passadas as dores de uma risada semi contida, o alivio vem ao coração e a vontade de subir começa a surgir. As visitas foram embora, mas deixaram a sementinha da alegria.
Acordei melhor no domingo, embora tenha sido com o esquema do antibiótico e analgésico. A sensação de derrota amenizou e pudemos experimentar momentos altos além dos baixos, como uma montanha russa. Quase não chorei, e quase não questionei o mundo, minha sede era mover-me para respostas, e por isso mergulhei no mundo da net. Pesquisa frenética sobre gravidez ectópia, gravidez tubária, causas, soluções, tratamentos e futuro; sim: futuro, queremos mais um bebe.
Encontrei muitos fóruns além de sites informativos. Os sites esclarecem e dão ideia do contexto geral, de forma técnica, prática porém fria. Já nos fóruns encontrei o calor humano, a dor de quem passou por isso, relatos, duvidas, anseios, vitorias, derrotas e sonhos, isso mesmo: um mundo de sonhos. Chorei e encontrei a empatia, a troca e a solidariedade. Mergulhei em pequenos parágrafos, porém profundos. Historias, muitas vezes, mais complicadas que a nossa, e as meninas e meninos lá: lutando! Mulheres que passaram exatamente pelo que passei e não somente uma vez. Foi então que percebi como esse compartilhamento pode ajudar. Senti que poderia fazer o mesmo, e senti uma enorme vontade de saber mais e mais e mais sobre o que poderemos encontrar em nosso caminho futuro. Comecei a escrever esses relatos e a pesquisar tudo o que poderia. Sexta feira treze retornarei na medica, serão retirados os pontos, acho que ela ficará assustada (como uma boa sexta feira treze exige) por tantas perguntas que faremos. Boa sorte doutora!.
Antes de finalizar o relato desse dia, tenho que contar um fato importante: depois de 4 dias meu intestino resolveu funcionar. Eu fiquei com o c* não mão, fazer xixi já era super dolorido, a contração da bexiga parece movimentar todos os pontos, pensei que fazer o numero dois seria um parto, porem não foi. Resumindo trocaria o numero 1 pelo numero 2! Ufa que alivio! Bem vindo mais um órgão, vc esta funcionando bem!

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